O ANDARILHO
Olhar opaco
Cabelo desmedido
O sorriso consumido
Pelo corpo fraco...
Tinha por teto
O manto implacável
Da noite insaciável;
Por alimento,
O frio indiscreto
Do oco secreto
Que ocupava o vazio estomacal.
Por vezes, o sal
Das lágrimas
Trazia à lembrança
O calor da infância
No abraço do pai
Ou no colo da mãe...
Mas a solidão
Não o deixava muito tempo
Junto com as boas recordações.
Rasgava logo seus pensamentos
Com a violência dos furacões!
E o assobio do vento gélido
Era a única canção que o acompanhava.
Dormir não conseguia.
Caminhar era preciso
Para afastar as ausências
Que tanto incomodava
O seu coração.
Enquanto caminhava, pensava:
“Um dia estarei nos braços de um novo amor!”
Cabelo desmedido
O sorriso consumido
Pelo corpo fraco...
Tinha por teto
O manto implacável
Da noite insaciável;
Por alimento,
O frio indiscreto
Do oco secreto
Que ocupava o vazio estomacal.
Por vezes, o sal
Das lágrimas
Trazia à lembrança
O calor da infância
No abraço do pai
Ou no colo da mãe...
Mas a solidão
Não o deixava muito tempo
Junto com as boas recordações.
Rasgava logo seus pensamentos
Com a violência dos furacões!
E o assobio do vento gélido
Era a única canção que o acompanhava.
Dormir não conseguia.
Caminhar era preciso
Para afastar as ausências
Que tanto incomodava
O seu coração.
Enquanto caminhava, pensava:
“Um dia estarei nos braços de um novo amor!”
Neste espaço não serão permitidos comentários que contenham palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa. A equipe do portal Pernambuco Nação Cultural reserva-se o direito de apagar as mensagens.










