Pernambuco Nação Cultural

Texto


Avançada

Não, não, não

Não, não, não
(Marcos Henrique)

Não me peça para ir;
Não me peça para fica;
Não me peça para existir;
Não me peça para amar.

Hoje, é o dia em que acordo de um logo sono,
De um longo sonho inquietante, de uma louca razão.

Não me peça para compor um soneto;
Não me peça para ser o que sei que sou;
Não me peça, peça a Jarbas;
Não me diga o que é o amor.

Minha cor, minha dor, meu sangue, meu eu, nada me faz bem.
Sou o acaso, o impronunciável, Zé ninguém;
Sou apenas mais um que sonha em ter mais um dia feliz, dentro de toda essa verdade que é a vida. Tolo, poeta tolo, fingidor da poesia. Tolo, apenas tolo.

Não me peça nada;
Não me diga mais nada;
Não ria, não chore; não me olhe, não me note;
Não mais me apavore, pois sou o que você nunca conseguiu ser. Sou o que você nunca conseguiu viver.

Baixar em formato PDF

Versão para impressão

O que achou deste texto?

Gostei

0 recomendações
67 acessos

Neste espaço não serão permitidos comentários que contenham palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa. A equipe do portal Pernambuco Nação Cultural reserva-se o direito de apagar as mensagens.









Esse conteúdo foi criado e postado por:

Marcos Henrique

Autorizado por:
Fundarpe

em 19.11.2011 às 12h18


Tags

poetas fliporto raimundo carrero escritor música d

Direitos autorais:

  • Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil
  • Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil
  • Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil
  • Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil

Denunciar conteúdo impróprio



Conteúdo sob Licença Creative Commons